Já o termo masoquismo surgiu a partir de 'Leopold von Sacher-Masoch' (foto), um jornalista e escritor austríaco do século 19, mais conhecido pelo conto 'Vênus em Peles' (1869). Nesta obra, o autor descrevera várias fantasias sexuais, incluindo a da mulher dominante - fetiche que gerou muita polêmica na sociedade machista da época. Obcecado pelo prazer obtido pela submissão, Leopold chegou a assinar um contrato para que ele se tornasse o escravo sexual de sua esposa, Aurora Rumelin (a mulher da foto acima é outra esposa), durante seis meses.
conto 'Vênus em Peles' (1869). Nesta obra, o autor descrevera várias fantasias sexuais, incluindo a da mulher dominante - fetiche que gerou muita polêmica na sociedade machista da época. Obcecado pelo prazer obtido pela submissão, Leopold chegou a assinar um contrato para que ele se tornasse o escravo sexual de sua esposa, Aurora Rumelin (a mulher da foto acima é outra esposa), durante seis meses.
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Geralmente,
relacionamentos que envolvem práticas sadomasoquistas são consensuais e
os papéis do sadista e do masoquista são discutidos previamente. O
sadista (ou sádico) é aquele que sente prazer quando vê ou faz outra
pessoa sentir dor (que pode ser psicológica ou física).

Já o masoquista é aquele que tem prazer em sentir dor ou idealizar a dor (física ou psicológica).

Como
a dor pode estar relacionada ao prazer? De acordo uma pesquisa da
Northern Illinois University (EUA), durante as práticas sadomasoquistas,
o nível do cortisol (hormônio relacionado ao estresse) dos submissos
cai drasticamente - o que aproxima a dor à sensação de prazer. Já um
estudo de 2009, conduzido por pesquisadores do Imperial College London
(Reino Unido), indica que a dopamina, um neurotransmissor relacionado ao
prazer, também pode ser liberada como recompensa a estímulos causados
pela dor.

Popularmente,
o sadista é chamado de 'dominador' e o masoquista, de 'submisso'. O
primeiro deve comandar o relacionamento e o segundo deve obedecer às
ordens sem fazer questionamentos.

A
prática mais comum aos adeptos de relacionamentos sadomasoquistas é o
spanking: bater no submisso com a mão, palmatória ou outros objetos.

Os dominadores também costumam usar bondage, uma técnica em que o submisso é amarrado ou imobilizado.

Outra
prática bastante difundida entre sadomasoquistas é o uso de coleiras.
Em alguns casos, além de colocar o acessório no pescoço, os submissos
são tratados como animais de estimação e devem cumprir tarefas pelo
Dominador, como pegar uma bolinha ou dar a patinha.

Também
são práticas sadomasoquistas: torturas com objetos pontiagudos e
cortantes, como agulhas, facas, piercings e prendedores; tortura com
fogo, água, cera, óleo quente; chicotadas, puxões de cabelo, asfixia,
choques elétricos, inserção de objetos no ânus e mordidas.

Existem
vários artifícios para intensificar o poder do Dominador, que vão desde
encenações e fantasias, até o uso de objetos que estimulam áreas
erógenas ou evidenciam a situação de inferioridade do submisso.

O objeto mais conhecido do universo sadomasoquista é a algema.

Apesar
de polêmico, o sadomasoquismo está sendo bastante discutido devido ao
lançamento do livro 'Cinquenta Tons de Cinza' da autora E. L. James
(foto). A obra erótica da escritora inglesa tornou-se um dos maiores
fenômenos literários de todos os tempos, com 10 milhões de cópias
vendidas em apenas seis semanas. O livro conta a história de Anastasia
Steele, uma universitária desastrada e inocente que se relaciona com o
Dominador Christian Grey - um jovem e poderoso bilionário. Você já leu?
FONTE:revista superinteressante
FONTE:revista superinteressante
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